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3 de agosto de 2017

Investidor deve avaliar mais do que a inflação para ter ganhos reais


Indicadores gerais de inflação não captam preços de ativos relevantes da economia

Avaliar um investimento com base no retorno real (descontada a inflação) não é tarefa fácil. Começa pelo fato de que a inflação é uma média estimada, além de que muitos investimentos não têm retorno fixo e cada investidor tem uma expectativa temporal distinta.

O investidor que pensa em investir em imóveis, por exemplo, pode avaliar de maneira equivocada o retorno de locação se considerar apenas a inflação medida pelos índices gerais.

A inflação é uma medida superestimada: quando o preço de um produto sobe, o consumo de seu substituto cresce, mas o indicador não considera essa substituição. Neste caso, ainda mais importante é o fato de que os indicadores gerais de inflação não levam em conta o valor de negociação dos imóveis. Em um momento de crise como o atual, os preços dos imóveis caem bastante e, eventualmente, há bons negócios, não apenas pelo retorno de sua locação, mas pela valorização estimada. Dessa forma, os juros reais calculados nessa operação deveriam contabilizar a deflação (queda de preço) do ativo, o que eleva o retorno real do investimento.

Em geral, não é apenas a taxa de juros das aplicações que interessa, mas, sim, as expectativas de valorização ou desvalorização dos bens e das aplicações financeiras. As análises não podem levar em conta apenas a taxa Selic, os CDBs e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como parâmetros.

Nas crises, quem detém liquidez pode fazer bons negócios comprando ativos reais, como imóveis, em função do preço baixo, e, depois, ganhar com a valorização desse bem – desde que não esteja interessado em um retorno imediato. Disciplina e método são aspectos muito importantes para o sucesso dos investidores. Confira a orientação completa aqui.

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