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22 de abril de 2019

Estratégia logística é fator-chave para sucesso da loja virtual


Falta de segurança pública e áreas sem cobertura de empresas de transporte estão entre as dificuldades enfrentadas pelo varejo online

A frustração do cliente que deixa de receber na data combinada um produto comprado pela internet impacta negativamente a imagem da empresa. Isso porque, diferentemente de uma loja física – em que o consumidor leva consigo a mercadoria adquirida –, a espera ansiosa de quem comprou em ambiente virtual só termina quando o produto é entregue. Esse é o motivo pelo qual o e-commerce precisa ter extrema atenção ao escolher a estratégia de logística, que deve atender às necessidades da empresa e do comprador.

O casamento dessa união não é simples e, atualmente, as lojas buscam mais eficiência nesse serviço. Uma das mudanças sentidas, nos últimos anos, pelo mercado é a busca pela redução da dependência dos Correios. Os atrasos na entrega e a falta de segurança, como furtos e extravios de produtos, explicam o aumento no interesse das lojas virtuais em usar transportadoras privadas.

Em se tratando de atrasos, a região Nordeste, onde o faturamento do e-commerce mais cresceu no Brasil em 2018 (27%), é a que registra a menor taxa de produtos entregues no prazo prometido (81%), de acordo com o 39º relatório Webshoppers, produzido pela Ebit/Nielsen. Nesse quesito, o melhor resultado é o da região Sul (88,1% das entregas realizadas no prazo), seguida pelo Sudeste (87,6%), Centro-Oeste (84%) e Norte (82%).

Segundo o relatório, o que prejudica a logística de entregas no Brasil, além da segurança pública falha, é a existência de áreas sem cobertura de empresas de transporte.

De todo modo, o e-commerce que adota a política de frete grátis tem grandes chances de aumentar as vendas. A mesma pesquisa indica que 50% dos consumidores se sentem mais dispostos a efetuar uma compra se não tiverem de pagar pela entrega. Nos dois últimos anos, 38% dos pedidos foram despachados sem cobrança de frete.

Em março deste ano, contudo, os Correios reajustaram o valor médio dos fretes em 8,03%. O Conselho de Comércio Eletrônico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estima que essa mudança causará um impacto negativo de pelo menos R$ 150 milhões ao comércio online nacional.

A decisão, na avaliação do presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP e diretor de relações institucionais da Ebit/Nielsen, Pedro Guasti, vai prejudicar principalmente a operação das micros e pequenas empresas, que detêm entre 10% e 15% do e-commerce brasileiro. “Essa faixa empresarial não tem escala que justifique a contratação de serviços de empresas de logística privadas. Por isso, deve ser mais afetada”, explica Guasti. Confira a matéria completa aqui.

 

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